segunda-feira, 24 de julho de 2017

Capítulo 4: Destruir

Depois que o ladrão roubou e matou, ele está perto de concluir a sua obra maligna. Repare no versículo que temos repetido insistentemente, ele diz muito claramente que o ladrão tem apenas três funções, roubar, matar e destruir, até porque ele não pode fazer mais que isso.

Quando a pessoa chega neste estágio em que chegou o jovem, tal pessoa está literalmente destruída. Sua personalidade está afetada com as muitas humilhações que sofreu. Seu psicológico está abalado, seu coração está sofrendo, sua mente dispersa. Ela se separa de tudo e de todos, ela sente um prazer na tristeza. Há momentos que ela quer ficar sozinha, não quer ver luz, é um sentimento de depressão que envolve a alma. É um sentimento de retrocesso, como se ela pudesse voltar ao escuro do útero materno e ser “protegida” do mundo. Por mais que lhe digam que há uma solução a pessoa passa a desacreditar de tudo e de todos. Quantas decepções, quantas derrotas, quanta vergonha! O jovem passou a viver uma vida miserável, infeliz e medíocre.

A destruição não é só na vida do jovem ou da pessoa que se afasta não! A família também sofre e muitas vezes é destruída. Imagine quantas noites e dias aquele pai deve ter ficado olhando na direção da estrada na esperança de ver seu filho voltando! Quantas vezes aquele velho pai deve ter chorado escondido de seus empregados? Quantas datas importantes devem ter ocorrido e a cadeira do filho vazia, o coração do pai cheio de esperança de ver seu filho voltando e sentando á mesa! Quantas lágrimas derramou aquele homem por não ter notícias de seu filho? Aquele jovem não destruiu somente a sua própria vida, ele entristeceu a vida de seu pai e de sua família.

Hoje talvez você esteja fazendo o mesmo com Deus sem nem ao menos perceber. É importante você reparar que o pai daquele jovem era um fazendeiro bem sucedido, ele tinha empregados, ele tinha um convívio com muitas pessoas, mas ele não sentia a falta de um possível empregado que possa ter passado por sua fazenda por um tempo. Não! Ele sentia falta de seu filho! E você, quem é? Talvez em algum momento você possa ter se encontrado nesta história, nesta situação. Talvez você tenha sofrido de uma depressão, ou sofrido de uma tristeza que você não sabe o motivo, nem de onde vem esta aflição que lhe tira a alegria. Se isto acontece, saiba que você pode não ser mais um nesta terra, nesta vida. Você pode não ser apenas um “funcionário do fazendeiro”, talvez você seja um filho que se apartou. Talvez essa tristeza que você sente e não encontra resposta seja motivada porque espiritualmente você está longe do Pai celestial. Você não é qualquer pessoa! Você é filho ou filha de Deus.  Há momentos que nos afastamos tanto de nosso pai que nem lembramos que somos filhos. Quem sabe nos distraímos com nosso trabalho, problemas, ambições, e nosso pai longe, esperando que voltemos, esperando que tenhamos um momento para ler a bíblia e conhecer sua vontade, um momento para ouvirmos a sua Palavra.  Mas ao invés disto, muitos preferem “curar” a tristeza por meio de atalhos como vícios, aventuras, e atos que não condizem com a vida de um filho do Rei. Tais alternativas não curam, mas conduzem a destruição. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (I Pedro 5:8) O diabo já roubou a verdadeira felicidade, já matou as esperanças e sonhos, agora ele quer dar o bote final, ele quer destruir. Mas repare que o diabo não é o leão, ele imita o leão. Você tem mais força que o diabo, mas se no momento em que ele imita o leão, você fugir, ele vencerá. Mas se você enfrenta-lo, você é quem vence. Você sabe onde o mal tem agido em sua vida. Você sabe onde a tristeza tem agido em sua vida. A questão é: Você quer mudar isto?


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