A função
do inimigo está clara, “O ladrão vem
somente para roubar, matar e destruir”... (João 10:10-a)
Você
tem sua vida para administrar, seus sonhos, objetivos e suas responsabilidades.
Na bíblia há muitas informações de como você pode aproveitar sua vida ao máximo
de maneira satisfatória e ainda garantir o prolongamento da sua vida nesta
Terra. Apesar de você ser uma máquina incrível projetada por Deus, você tem sua
livre escolha. Você não é obrigado a seguir os ensinamentos da bíblia, porém,
uma vez que você ande contrário a essas instruções, você estará desgastando
suas “peças” e perdendo a sua garantia de vida. Quando você compra seu
automóvel, você o deixa de portas abertas na rua? E na sua casa, você dorme com
as portas abertas? Claro que não! Mas por mais incrível que pareça, o ser
humano deixa sua vida exposta, “portas e janelas” abertas, e qualquer novidade
distrai tal pessoa a ponto dela ser tomada. É a partir deste ponto que
acontecem as invasões que causam a depressão, ainda que inicialmente leves, com
pequenos sintomas de medo, ciúme, inveja, e outros dardos destrutivos. Quando a
pessoa não se protege, não toma os cuidados necessários, ela deixa uma brecha
que interessa ao ladrão, e a função do ladrão é roubar, matar e destruir.
Há
muitos que hoje vivem na carne, mas espiritualmente estão mortos. A palavra
morte primeiramente significa, separado de Deus. A primeira vez que foi avisado
ao homem sobre o perigo de morte foi no jardim do Éden. Você pode conferir no livro de Gênesis que
Deus disse para Adão; “mas da árvore
do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela
comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:17) Adão e Eva não conheciam
tristeza, lutas, dor e nem o suor. Eles viviam no Jardim do Éden e não sentiam
falta de nada, eles tinham tudo o que precisavam. Mas um dia a serpente atiçou
os olhos de Eva; “Então, a serpente
disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que
dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem
e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos
olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e
deu também ao marido, e ele comeu.” (Gênesis 3:4-6) A serpente fez Eva
acreditar que ela precisava comer daquele fruto que ela nunca tinha feito
questão. Eva, só depois que deu ouvidos à serpente é que sentiu necessidade de
comer do fruto proibido. O fruto agora parecia que a faria mais sábia, ela
teria conhecimento do bem e do mal. Ela comeu do fruto e o fruto não a fez
feliz, antes lhe proporcionou tristeza e angústia. “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus,
coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do
Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da
presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.”
(Gn 3:7-8) Quando Adão e Eva
desobedeceram às ordens de Deus, eles não morreram imediatamente em seu físico,
eles morreram de imediato no espiritual, o bem estar constante que ambos
disfrutavam, a fartura, a comunhão com Deus, isto morreu para eles. Logo que
Adão e Eva desobedeceram a Deus, eles perderam a autoconfiança. Repare que
quando ouviram a voz do Senhor Deus,
que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor
Deus, foi a primeira vez que o casal sentiu a necessidade de se
esconder, foi a primeira vez que sentiram a necessidade de se isolarem. A
aquisição do fruto proibido não satisfez Eva nem Adão. O que ela tanto desejou
por sugestão da serpente, que era o conhecimento do bem e do mal, não era nada
do que ela esperava. Tudo o que havia de bom, Deus já havia dado a Adão e à
Eva. A sua frustração agora era fruto de sua ambição. Hoje, você também deve
avaliar tudo o que você ambiciona. Se algo não chegou á suas mãos, creia que é porque
Deus sabe que aquilo não é bom para você, ou até mais que isto, talvez Deus
esteja te livrando de uma situação que você nem imagina. Alegre-se com o que
você tem, o que você deseja, peça a Deus e confie. Quando for o momento certo
estipulado por Deus, Ele lhe dará. Aquilo que você pediu ou pedir, se for bom,
na hora certa você terá. Adão e Eva foram separados de Deus, desde então
começou o processo de morte física, que ano a ano foi progredindo até que eles
morressem na carne. Mas este não era o plano de Deus para Adão e Eva. O casal
vivia no jardim do Éden, tinham tudo, nada lhes faltava. Mas tão logo tocaram
no fruto sugerido pela serpente, eles tiveram os olhos abertos. Lembre-se que o
texto diz claramente que a sedução de Eva foi pelo interesse. Eva foi fascinada
por conhecer o bem e o mau como Deus, “Vendo
a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore
desejável para dar entendimento...” (Gn 3:6-a) Eva aceitou a sugestão
da serpente e a ambição entrou em sua vida pelos olhos.
A
partir do momento em que Eva ouviu a serpente e deu crédito á sua palavra, Eva
olhou para o fruto com cobiça, ela deixou de feliz, desde então ela sentia a
falta de algo. Todos os outros frutos pareciam não existir para Eva, pois ela
queira o conhecimento que a serpente lhe disse que ela teria ao comer do fruto
da Árvore da Vida. Assim como hoje muitos sofrem porque um dia quiseram
conhecer o álcool, ou as drogas, ou qualquer outra coisa que não fazia parte de
sua vida. Há também pessoas que eram felizes, até que resolveu que lhes faltava
algo, seja um cargo, seja um bem ou uma condição, e desde então passou a viver
em função de tal conquista. Conhecemos pessoas que tem muitas coisas boas,
tiveram muitas conquistas e vitórias, pessoas que tem famílias, tem a sua
garantia de ir e vir, pessoas que tem seu teto para morar, seu cônjuge, seus
filhos para amar e serem amados por eles, mas muitas destas pessoas vivem
tristes, elas foram roubadas, elas não percebem o amor que tem, não percebem a
oportunidade diária que elas têm de estarem rodeada de pessoas maravilhosas,
não reconhecem o valor de tudo que conquistaram. Isto porque em sua mente ou
seu coração falta algo, há um vazio. Na realidade não falta nada, mas na vida
dela há um vazio, este vazio é a alegria ou a satisfação que foi roubada. Por
ter sido roubada, não percebe o amor à sua família, trabalho, amigos e até à
sua própria vida, ela não percebe o quanto estes são importantes e preciosos.
Na ânsia de preencher o vazio que ela criou, ela começa a procurar algo, e joga
tudo o que não presta em cima da felicidade e vai entulhando a alegria. Há
filhos que tratam seus pais como serviçais, se esquecem de abraça-los, de dizer
que os amam, de lhes mostrar o quanto seu pai e sua mãe são importantes. Eles
nem se apercebem que os anos vão passando e vão levando seus pais para um adeus
sem volta. Tudo isto porque estão correndo atrás de satisfazer seu ego,
satisfazer seu plano de “felicidade”. O
problema é que tudo o que ela precisa está diante dela, mas ela não reconhece.
Ela vê a sua família, seu casamento, seus amigos, e nada disto lhes preenche
nem alegra, pois todo o tempo, tudo e todos estiveram ali, juntos dela. O prazer e o reconhecimento foram roubados, os
dardos inflamados do maligno infectou com o desprezo, tristeza, ambição,
traição, tudo isto age como uma anestesia e a pessoa dá ouvidos á serpente,
busca ser preenchida com o desconhecido, com as obras das trevas. Uma situação
diferente parece ser a solução, um caso extraconjugal, uma atividade ilícita,
uma amizade suspeita, um negócio fora da lei, às vezes uma simples ambição de
querer um cargo que não é dela, um cônjuge que não é dele ou dela, um objeto
que hoje está fora de seu alcance. E isto lhes tira o prazer na vida.
Veja
a parábola do filho pródigo “Continuou:
Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a
parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.” (Lucas
15:11-12)
O
homem fazendeiro representa Deus, seus dois filhos representam o povo chamado
de Deus, aqueles que foram chamados por Deus como um todo. Um dos filhos aqui é
mencionado por sua ambição, enquanto que o outro que parece até então
politicamente correto, este não se destaca no início da parábola. O filho mais
jovem assim como seu irmão tinha tudo do pai, sua fazenda, seus bens, tinha
trabalhadores que trabalhavam na fazenda, todos viviam em paz e segurança. Mas
o jovem começou a achar que sua vida era monótona e sem graça. O jovem era um homem de família, mas o diabo
lhe fez sugestões e roubou o prazer na vida dele, roubou o amor à sua
família. De-repente, todo o amor que ele
recebeu, a presença constante do pai e todo o amor da família perdeu seu valor
diante das sugestões de vida proposta pelo diabo. Este filho viveu anos com seu
pai sem sentir falta de nada, ele tinha prazer em tudo o que tinha, desde
criança, teve tudo, assim como seu irmão mais velho. Mas este jovem teve seu
prazer roubado. Não sabemos como, talvez um prestador de serviço de fora tenha
lhe dito que a vida em seu país era muito melhor, a liberdade, a autonomia,
talvez ele tenha feito uma viagem e apaixonou-se por uma condição de vida que
era boa por um momento, mas inviável para o cotidiano. De uma maneira ou de
outra, aquele jovem deixou-se levar por um sentimento aventureiro e passou a
importunar seu pai, ele queria sair para o mundo, ele tinha certeza que seria
muito próspero e feliz em outra nação. O ladrão, ou o diabo, encheu seu coração
como a serpente fez com Eva, aquele jovem deixou de enxergar o valor de tudo o
que tinha. Acredito que enquanto ainda trabalhava com seu pai, seu semblante
estava refletindo sua tristeza, sua mente vaga, algo triste de se ver. Seu pai,
talvez na ânsia de ver seu filho sorrir novamente, com muito pesar, resolveu
agradar seu filho, ele se sacrificou, ele trocou a felicidade dele pela alegria
do filho. O pai repartiu os bens e entregou toda a herança de seu filho mais
jovem antecipadamente.
Muitas
vezes nós fazemos o mesmo. Deus nos deu uma família, um trabalho, amigos, Deus
deu tudo para nós, mas em determinados momentos achamos que poderíamos ter
mais, achamos que os outros é que são felizes e nós estaríamos na mesmice. Na
maioria das vezes parece que nada está bom. Nossos pais podem estar perto de
nós, mas nos não os valorizamos, podemos estar bem empregados, mas achamos que
a outra empresa é que é boa. Nosso cônjuge pode ser responsável, honesto, fiel,
mas em nossa mente tudo poderia ser melhor, não valorizamos, desprezamos, e às
vezes até humilhamos aqueles que nos amam, só porque dentro de nós resolvemos
que a felicidade está longe. Quando a pessoa está neste estágio, ela pode
receber conselhos, pode ouvir a palavra de Deus, pode até mesmo estar
participando de uma igreja abençoada, mas de nada adianta, porque o diabo já
começou a sua obra, ele já lançou seus dardos e a sua vítima não estava com o
escudo da fé. Assim como o erro de Eva começou quando ela deu ouvidos á
Serpente, o erro de tal pessoa começou quando ela deu ouvidos á estranhos,
modas, costumes de povos pagãos. Essa foi a brecha para o diabo dar o primeiro
golpe, roubar! O diabo roubou o prazer da vida daquele jovem, provavelmente ele
começou a culpar seu pai por sua insatisfação. Na sua mente, seu pai estava
impedindo-o de ser feliz.
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