A insatisfação
é um mal que contamina a humanidade. É importante as pessoas lutarem para
conquistar um bem, um cargo profissional, realizar um sonho, porém, muitas
delas lutam, fazem todo o possível para alcançarem seus objetivos, entretanto,
logo que conquistam seu objetivo já não dão a menor importância para o que
conquistaram. Há muitas pessoas que são consumistas, compram tudo o que veem,
enchem a casa de tralhas e nunca estão satisfeitas com o que tem. Por que isto
acontece? Isto acontece porque tais pessoas sofrem de insatisfação, uma espécie
de depressão leve que deve ser tratada e vencida, pois os frutos da
insatisfação atinge a vida da pessoa em todos os níveis e pode causar grandes danos
no decorrer de sua vida.
Dias
atrás, li uma matéria muito triste e alarmante, uma estatística aponta que no
Brasil a morte por depressão cresceu 705% em dezesseis anos. O número total de suicídios teve um aumento
significativo, passando de 6.743 para 10.321 pessoas neste período. Isto
equivale a 28 mortes por dia devido à depressão. A jornalista exemplificou
alguns motivos da depressão, como o uso de álcool e drogas, (que muitas vezes
já é resultado da depressão) e outros fatores.
Mas o ponto central da depressão está na “insatisfação” que também foi
apontada na pesquisa. Muitas pessoas
sofrem de depressão leve e não sabem disso, não percebem, e isto acontece
porque o estilo de vida que vivemos é sempre sobrecarregado de tarefas,
ambições, projetos, cobranças, compromissos, entre outros transtornos que
convivemos quase que diariamente. No entanto, a sociedade e a mídia nos fazem
acreditar que são normais tais ambições assim como todas essas necessidades. No
passado uma criança vivia na companhia da mãe quase que vinte e quatro horas
por dia até aos sete anos de idade, a partir de então começava a estudar meio
período. Hoje as crianças são colocadas no jardim da infância com quatro anos
de idade. Isto sem contar aquelas que são cuidadas desde que desmamam em
creches. Por que isto acontece? Porque a sociedade no passado “desenhou” este
futuro atribulado, planejou um mundo de inutilidades para que nós, pais,
gastássemos cada dia mais nosso tempo correndo atrás de coisas que o tempo
corrói e cada dia menos temos a companhia de nossos filhos. O distanciamento
dos filhos diante dos pais já inicia um processo de medo e insegurança. Cada
dia mais, vemos pessoas que não são capazes de conduzir suas próprias vidas,
muito menos conduzir a vida de seus filhos.
Podemos
e devemos entender que a depressão é um sentimento que se aloja na mente da
pessoa, a existência ou ausência da depressão é fruto de nossa mente e está
ligada aos nossos olhos ou nossa ambição. A depressão é criada por nós mesmos,
ela é o fruto da ambição que nós criamos a partir de sugestões. Quando damos
ouvidos a estas sugestões ou quando deixamos que nossos olhos sejam seduzidos
por elas, criamos uma ambição dentro de nós. Quando não alcançamos essas
ambições cria-se a insatisfação, e esta por sua vez gera a depressão. Mas a
verdade é que nós criamos e cultivamos o sentimento de insatisfação, e só nós
mesmos podemos arrancar este mal de nossas vidas, e isto deve ser feito pela
raiz. Podemos definir que a depressão é o resultado de nossas próprias
frustrações, nós ambicionamos algo e não conseguimos ter bom êxito em nossos
planos e abrimos uma janela para a depressão entrar.
Quando
a depressão entra, ela produz seus frutos que são os mais variados possíveis.
Os sintomas leves causam divisões, pequenos atritos, divórcios, demissões,
separações, sensação de tristeza entre outros males. Em um estágio superior
causa isolamento e clausura. E o estágio mais grave causa medo, pânico,
tristeza profunda, desinteresse total pela vida e pode até causar a morte ou
suicídio. Tudo começa com um dardo inflamado, um sentimento de inveja, revolta,
medo, um sentimento de injustiça, ou uma ambição. Seja qual for o primeiro sintoma, se este não
for arrancado pela raiz, sua vítima estará criando uma serpente para lhe picar
mais tarde. A força da depressão está na certeza que ela produz na mente da
pessoa, por exemplo; Sentimento de injustiça: Ela alimenta a sua certeza que
diz que ela esta sendo injustiçada. Ela acha que merecia ter algo ou viver um
determinado estilo de vida, mas não tem ou não vive isto. Ela tem certeza que a
vida não é justa, ou escolhe alguém para culpar, mas trata-se de um grande
engano para manter a pessoa aprisionada neste sentimento. Ter ou não aquilo que
a pessoa busca não lhe faria feliz. Tem pessoas que vivem depressivas e acham
que é porque não conseguiram alcançar um objetivo, mas isto não é verdade. Temos
exemplos que esclarecem que este tipo de pensamento é falso, por exemplo: Quantos
estão em depressão porque não conseguiram se tornar um ator reconhecido no
mundo televisivo? Há muitos. Mas também há muitos atores e atrizes que eram
famosos e suicidaram-se! Teve uma atriz brasileira, famosa, que atuou em várias
novelas, um dia ela escreveu uma carta dizendo que não queria envelhecer e
suicidou-se. Ela tinha a posição que muitos ambicionam, mas isto não foi o
suficiente para ela ter alegria de viver.
Quando
uma pessoa é vítima da depressão, ela não vê alegria, não percebe a luz; “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo;
se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem
maus, o teu corpo ficará em trevas.” (Lucas 11:34) São os seus olhos
que definem se você tem o que precisa ou se lhe falta algo. Se analisarmos, perceberemos que a posição
que aquela atriz tinha era a ambição de muitos, mas a condição de atriz não fez
aquela jovem viver feliz! Não é a condição que faz alguém feliz. A felicidade
não é um estado que se busca. Na verdade, a felicidade está dentro de cada um,
só que na vida de muitos ela está entulhada, os problemas da vida, os contos de
fadas que lançaram no passado, a ambição dos olhos, tudo isso vai sufocando os
verdadeiros motivos que dão prazer na vida, na família, no trabalho, nos
amigos. Tudo parece não bastar, seus olhos querem mais, o que tem não lhe
satisfaz. Porém, com o passar do tempo, depois que muito se perdeu, a pessoa
reconhece que tinha tudo e não valorizou. Tem uma frase muito popular que
representa esta situação muito bem; “eu era feliz e não sabia”. Geralmente se
diz isso até brincando, mas há um fundo de verdade. Isto porque no passado nós
não percebemos o quanto tínhamos de bom, e com o passar do tempo perdemos
algumas destas coisas, então reconhecemos que aquilo que tínhamos ou vivíamos,
era muito bom, mas só percebemos depois que perdemos.
Esse
sentimento de insatisfação é uma “doença” na vida do ser humano, porque produz
uma sensação de vazio. É um mal terrível que pode causar mudanças drásticas na
vida de quem sofre. Há pessoas que se casaram mais de cinco vezes, e não
“conseguiram” ninguém que lhe fizesse feliz! É como se a culpa da sua infelicidade
fosse do cônjuge ou do ex-cônjuge. Com pensamentos assim, provavelmente vai se
divorciar de novo! Porque o problema está dentro da pessoa, e não fora!
Eu
costumo dizer que, se alguém quer se casar para ser feliz, é melhor que não
case! Geralmente uma pessoa casa-se com outra que tem ideais parecidos, gosto
parecido. Se um jovem vai casar-se para ser feliz, isto quer dizer que ele não
é feliz ainda. Se ele encontrar uma jovem com as mesmas intenções, o que vai
acontecer? Eu respondo; Logo estará sendo impresso convites de dois infelizes
que irão se casar! Eu sei que parece cruel, mas é a realidade da vida! Se você vai se casar para ser feliz, não faça
essa maldade com seu noivo ou sua noiva. A sua felicidade não está no poder nem
nas mãos de ninguém. Deus deu tudo para você ser feliz, a felicidade está
dentro de você, por que você vai procurar a felicidade nos outros? Olha para
dentro de você, tira os entulhos que você jogou em cima dos motivos de
felicidade que já nasceram com você! Talvez você tenha sido enganado por alguém
que disse que você não é feliz, e você acreditou.
Você
tem que desentulhar a felicidade que está dentro de você! Jogar fora todos os
sentimentos que tem te impedido de enxergar o tudo de bom que existe em sua
vida. Quer uma dica? Leia a bíblia, confie em Deus que é o seu Criador, seu Pai
que te ama como ninguém. A partir de então você descobrirá a felicidade e
encontrará alguém feliz também. Então a história mudará, serão dois felizes que
se casam para compartilhar uma vida e construir uma família, sabendo que terão
pela frente uma árdua tarefa e não um conto de fadas. Construirão uma vida em
boa companhia.
Desde
o berço o ser humano é treinado para andar nas trevas. Se no berço nossos pais
lessem a bíblia para nós, se na nossa infância nossos pais nos colocassem para
assistirmos desenhos que contam histórias da bíblia, nossas vidas teriam
histórias bem diferentes. Mas o que aconteceu na realidade é que recebemos
treinamentos cruéis desde o berço. Um bebê no colo da mãe ou no berço, pronto
para dormir, ele ouve uma canção: “boi, boi, boi, boi da cara preta, pega esta
criança que tem medo de careta”. Ou; “bicho papão, sai do telhado, deixa o
bebezinho dormir sossegado”. Tem outra clássica; “Nana nenê, que a Cuca vem
pegar, papai foi pra roça, mamãe foi trabalhar” Espera aí! Tem um bicho papão
em cima do telhado? Papai foi pra roça, mamãe foi trabalhar, mas deixou recado
pra cuca pegar a criança? Parece bobagem, não é? Então faça uma busca por
“canções de ninar” e encontre pelo menos uma, que não seja ameaçadora,
desencorajadora, ou semelhante. Você vai notar que o cravo brigou com a rosa e
o fim foi triste. Vai perceber que o Sambalelê tá doente, mas ele precisa mesmo
é de uma boa surra. A canoa que virou
não foi por causa da equipe, mas foi por causa do “Fulano”, ensinando a criança
a jogar a culpa do problema nos outros. Tudo isto parece besteira, mas tudo já
foi pensado para “adestrar” a mente do povo! Não pense você que os filhos dos
reis e príncipes ouvem tais canções para dormir. Este treinamento é para
cultivar o medo no povo. Talvez você ache que estou exagerando, mas me dê uma
chance! Vamos prosseguir mais um pouquinho. Quando a criança começa a ter noção
das coisas, elas são “presenteadas” com literatura ou desenhos animados que
basicamente treinam suas mentes para se decepcionarem depois. Por exemplo:
Cinderela:
A coitadinha da menina era vítima do trabalho infantil, ela tinha que cuidar de
muitos afazeres e até lavava o chão! Mas um dia sua vida mudou, ela conheceu um
príncipe, casou-se e só então ela viveu feliz para sempre. (A felicidade dela
estava no príncipe)
Rapunzel:
Era outra vítima que isolada em sua torre, um dia é salva por um príncipe e
vive feliz para sempre. (a felicidade e a liberdade estavam no príncipe)
Cinderela:
Essa coitadinha era a mais explorada de todas, mas casou-se com um príncipe e
viveu feliz para sempre. (Mais uma vez, a felicidade estava no príncipe).
Nestes
três exemplos, nossas crianças entendem o que? Ajudar em casa, lavar uma louça,
ou a própria roupa é crime contra o menor! Receber ordem dos pais e obedecê-las
é praticamente uma tortura. Os jovens hoje vivem um verdadeiro suplício. Como
eles poderiam ser felizes lavando o próprio prato que eles comem? Como eles
poderiam ser felizes se precisam lavar o quintal ou a própria roupa? Qual seria
a saída para a felicidade? Oras, está muito claro, casar-se, libertar-se das
ordens dos pais e serem felizes para sempre! Então, aos onze anos de idade, muitas
meninas começam a busca pela felicidade, começam a procurar o seu príncipe
encantado. Não podem ir muito longe, mas o facebook pode ser usado como um
“caça príncipe”, sapo nem pensar! Por outro lado, os “príncipes” estão jogando
vídeo game, passando as madrugadas na internet e não são capazes de organizar a
própria gaveta. Estes também procuram suas princesas.
É
claro que os anos passam, mas intrinsicamente, o sentimento de casar para ser
feliz está mais vivo do que nunca. Um dia se casam, mas cadê a felicidade
depois da festa? A princesa que não queria lavar o próprio prato ou roupa,
agora tem as suas roupas e a do “príncipe” para lavar, aliás, nem as cuecas o “príncipe”
lava. Em contrapartida, o príncipe já virou sapo, está desgostoso com a
princesa que agora está mais para gata borralheira do que pra princesa.
Aconteceu o casamento, a felicidade não chegou, aliás, o que mais chega são as
contas, e ás vezes até a cobrança da festa que até agora é a única coisa que
pareceu ser real na história. Tudo isto acontece porque ao invés de na infância
sermos criados com a luz da palavra de Deus, fomos criados com as trevas de
estórias, fábulas que criam ambições impossíveis de se tornarem realidade, o
resultado disto é a frustração.
Mas
isso não acontece somente no casamento ou na vida sentimental. Isto acontece em
todas as áreas da vida. Ou somos iluminados pela Palavra de Deus e vivemos em
paz com o que temos, ou vivemos na ilusão e frustração. É claro que você pode e
deve ter objetivos, lutar para conquistar, isto é bíblico. Mas o que não pode é
deixar que a demora ou a falta de algo traga tristeza para sua vida. Você deve
planejar conquistas e vitórias, mas deve ser feliz desde quando planeja até
quando conquista. Sua felicidade não pode estar na conquista, tem que estar no
seu dia a dia, na sua vida, até mesmo porque, você sabe muito bem que depois
que você conquista algo, logo em seguida você até esquece. Pensa um pouco,
começa a reparar quantas coisas você lutou para conquistar, olha bem para tudo
que é seu, e procura lembrar-se da fase da ansiedade, os dias que antecederam
essa conquista. Se você fizer isto, você verá que muitas coisas que você quis
muito ter, agora você nem se lembra delas. Isto é fato. Da mesma maneira,
aquilo que você está planejando ter ou conquistar, no futuro será mais um item esquecido.
Isto porque você é um ser humano, e nada preenche um ser humano, a não ser a
presença de Deus.
Muitas
pessoas querem preencher um vazio em suas vidas, mas este vazio não é
preenchido com nada material, este vazio é pra ser preenchido com a alegria de
Deus. Mas o ser humano não quer reconhecer isto, antes, deixa sentimentos
estranhos conduzirem suas vontades atrás de aventuras na esperança de
encontrarem a plena felicidade. Mas acabam na mesma e velha depressão.
Para
vencer este mal é necessário querer. Para vencer a depressão é preciso estar na
luz, ou ao menos esforçar-se em andar na direção da luz. A Bíblia é o melhor
manual da vida que o homem pode ter, o modelo do sucesso ou do fracasso está
espalhado nela de várias maneiras, inclusive testemunhais. Para entendermos
como a depressão envolve uma pessoa e como essa pessoa pode vencer essa
batalha, vamos utilizar uma passagem bíblica que deixa muito claro todo este
processo, o filho pródigo, o ponto e a vírgula.
O
filho pródigo é conhecido por desperdiçar a fortuna que seu pai lhe confiou. É
um exemplo de incompetência por parte do filho em contraste com o amor
incondicional de seu pai que pouco se importou com a fortuna perdida. Mas há
muito mais nesta história, os caminhos da vida e da morte estão desenhados nela,
prontos para instruir todos os que querem passar da depressão para a vida sem
precisar de um único comprimido. Ninguém precisa divorciar-se para ser feliz,
não precisa trocar de emprego, de amigos, mudar de bairro ou cidade. Analisando
a parábola do filho pródigo, você notará como ele venceu toda depressão
simplesmente posicionando sua mente para a luz da realidade.
Porém,
quero adiantar que este livro não é apenas para ser lido e esquecido. Este
trabalho é para você entender como funciona sua mente, seus olhos, sua vida
diante da realidade. Vamos abordar passagens bíblicas de diferentes temas para
que você entenda como controlar sua mente. Você tem que ser especialista em sua
vida, e para isto você deve conhecer o Poder da Palavra de Deus; “O meu povo foi destruído, porque lhe
faltou o conhecimento;...” (Oséias 4:6 a) Por isto, para alguns assuntos, vamos
recorrer à compreensão pautada na bíblia, para que tenhamos conhecimento que
nos dê uma visão periférica. Isto nos ajudará a cuidar melhor de nós e dos
nossos familiares.
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