Logo depois que o ladrão ou o diabo roubou o
prazer daquele jovem, ele não perdeu tempo, partiu para matar, ou separar o
jovem da família “O ladrão vem somente
para roubar, matar e destruir...” (Jo 10:10-a) A tentação das obras das trevas busca
envolver a pessoa, e compete á sua vítima aceitar as sugestões das trevas ou
praticar a Palavra de Deus que é luz. É uma tentação quando nos deparamos com a
injustiça, com humilhação, com situações que são contra os nossos planos. Temos
diariamente exemplos de pessoas que na hora em que a tentação chegou, ela logo
“subiu nas tamancas” pessoas que dizem que não levam desaforo para casa, agem
loucamente sem medir as consequências. Mas o que diz a Palavra de Deus? Oras, diz
que os humilhados serão exaltados, diz que não devemos pagar o mal com a mesma
moeda. A situação contrária aparece na vida de todos, e é nesta hora que
escolhemos que atitude tomar. Seguir na sugestão das trevas ou andar na luz da
Palavra de Deus. Se escolhermos andar na luz, não tropeçaremos e teremos vida.
Por outro lado, se preferirmos agir no escuro, nos pensamentos maus, na rincha,
na contenda, então tropeçamos, machucamos, destruímos, nos condenamos a pagar
um preço alto. “E a condenação é esta:
Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque
as suas obras eram más.” (João 3:19)
Se
no momento em que o maligno ataca o homem, se este se recusar a aceitar as suas
sugestões, o mal não triunfa sobre ele. Se por outro lado, a investida do mal o
superar, a pessoa se afasta da família e de Deus, ela fica frágil, debilitada,
mas momentaneamente ela tem a sensação de ser forte porque está confiando no
seu conhecimento, no seu estudo ou como no exemplo bíblico, no dinheiro que o
jovem levou consigo.
“Passados não muitos dias, o filho mais
moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá
dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.” (Lucas 15:13)
Aquele jovem foi roubado, todo o prazer, satisfação, carinho, tudo de bom que
ele recebeu de sua família foi reduzido á um saquitel com moedas de ouro. Ele agiu de maneira obstinada, importunou seu
pai, provavelmente o fez chorar muitas vezes, mas nada importava, ele queria
suas posses em suas mãos. E ele teve tudo o que desejou naquela ocasião. Ele
saiu de sua casa bem vestido, em seus pés estava um par de sandálias da melhor
qualidade, um tipo de sandálias que só usavam os príncipes. Em sua mão havia um
anel de autoridade, o anel de filho do patrão, filho do rei. Tudo isto ele
sempre teve, mas ele não percebia o valor que aquilo representava, não
valorizava nada do que tinha, a única coisa que encheu seu coração de alegria
foi o saquitel com todo o dinheiro de sua herança antecipada. Ele já estava roubado
do que havia de mais precioso, o amor dele foi roubado. Agora a sua vida era um
saquitel com dinheiro, assim como hoje uma conta bancária é tudo para
muitos. Ele então partiu para o mundo
bem vestido, perfumado e com sua vida em forma de dinheiro em um saquitel.
Aquele
jovem achava que seu pai não sabia usar os recursos que tinha. Na sua mente,
ele não entendia como alguém poderia ser feliz em uma fazenda, trabalhando, se
preocupando com as tarefas do dia a dia. Seus amigos sim, estes viviam a vida como
reis. Ele começou a gastar todo seu
dinheiro com o que lhe parecia bom, como bebidas, jogos, mulheres, festas, uma
vida de playboy.
É
importante que façamos uma auto avaliação, pois não são poucas as vezes que nós
agimos de maneira parecida. Aquele jovem tomou sua herança e a desperdiçou.
Talvez não desperdicemos nossa herança financeira, mas sim os talentos que Deus
nos confiou. Temos nossa saúde, temos vigor, temos a graça de todos os dias
podermos abrir os nossos olhos e diante de nós contemplarmos um dia lindo cheio
de oportunidades. Podemos nos levantar, podemos nos alimentar, raciocinar,
criar, viver. Mas o que fazemos com nossos talentos? Deus é o nosso pai, nós
somos seus filhos. O que fazemos por nosso Pai? Trabalhamos em sua seara?
Dedicamos algum tempo para sermos gratos a Deus? A verdade é que muitas vezes
nem nos lembramos de Deus! Agimos como o filho pródigo, desperdiçamos nossos
dias como bem queremos. Usamos nossas energias e inteligência imitando
estranhos, construindo sobre a areia, nos afastamos de Deus, nos afastamos de
nossa família, nos afastamos de tudo. Quantos também participavam ativamente de
uma congregação, visitavam doentes, oravam nas casas e hoje estão totalmente
longe de seus dons e chamado? A insatisfação roubou o amor ao próximo que é de
vital importância.
Enquanto
o jovem tinha algum dinheiro, ele foi sobrevivendo de uma falsa alegria, como
nós quando começamos a andar fora dos ensinamentos do manual da vida. A bíblia
diz para sermos mansos, resolvemos ser arrogantes. Quando a bíblia diz “para
direita”, nós viramos para a esquerda, fazemos tudo como queremos porque o que
nos importa é um determinado objetivo. Muitas vezes criamos um plano no escuro,
sem a luz da Palavra de Deus, e começamos a executar esse plano, usamos a
herança de nossa vida, nossa força física, nossa inteligência humana, nossos
dias de vida e nos distanciamos a cada dia para mais longe da luz. Com o passar
do tempo, com os resultados muito diferentes do que planejamos, chegamos a
culpar a Deus por nossos fracassos.
“Depois de ter consumido tudo, sobreveio
àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.”
(Lucas 15:14)
Na
fazenda do pai daquele jovem havia um planejamento, havia experiência,
sabedoria em lidar com as mais diversas situações. Nunca na vida aquele rapaz
teve que resolver um problema, pois seu pai cuidava de tudo. Mas agora era ele
e o problema. Ele gastou tudo o que tinha, acabou seu dinheiro, mas a sua vida
foi adaptada para viver do dinheiro. O dinheiro era a “vida” dele, era a sua
ambição, ele ficou em depressão por causa do dinheiro, ele lutou pelo dinheiro,
ele conseguiu o dinheiro a custas da tristeza de seu pai, com isto ele se
alegrou. Foi por causa do dinheiro que ele se afastou de seu pai e de sua
família. Ele foi viver aonde queria, ele acreditou que a vida em um determinado
país seria a sua felicidade, e este país caiu em uma grande crise e sua fortuna
acabou. Agora todo aquele sonho que ele tinha não fazia mais sentido,
morreram-se os sonhos, pois ele não tinha mais como manter a sua ilusão, ele já
não tinha um teto, não tinha mais comida, não tinha mais roupas limpas. Em suas
mãos não havia mais o anel da família, pois perdeu negociando em sua jornada.
Ele tornou-se um mendigo, maltrapilho, sujo. Qualquer pessoa que o via na rua
nunca imaginaria que ali estava o filho de um grande fazendeiro. Isto muito se
assemelha á história de pessoas que escolheram viver longe da luz da Palavra de
Deus, hoje se olham no espelho e percebem que os anos passaram, tentam
encontrar alguma conquista, mas não construíram nada, perderam os melhores anos
de sua vida se afundando na escuridão e não encontraram a felicidade planejada.
Algumas pessoas até construíram algo que ambicionaram, mas por dentro estão
destruídas, ainda que tenham feito fortuna, falta-lhes a paz e a tranquilidade,
não há a conquista na felicidade.
Ás
vezes, percebemos que perdemos tudo o que tínhamos tentando executar nossos
próprios planos. Quantos homens deixaram suas esposas para casar-se com outra
mulher e depois se pegaram vivendo em profunda amargura, descobriram que eram
felizes e não sabiam.
Quantas
vezes olhamos para nós e nos vemos correndo atrás do vento e percebemos que não
construímos nada? Os anos passaram, as rugas vieram e não construímos nada!
Olhamos para nossa mão e o anel de autoridade já não está em nossos dedos, pois
nossa vida caiu em descrédito. Foi isto que aconteceu com o rapaz, é isto que
tem acontecido com muitas pessoas. Uma amargura na alma, uma lista de nomes
para culpar e nenhuma força para lutar, nosso semblante pode estar como as
roupas do rapaz estavam, sujas, amarrotadas, e nosso corpo com cheiro ruim do
pecado.
“Então, ele foi e se agregou a um dos
cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.
Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém
lhe dava nada.” (Lucas 15:15 -16)
Um
jovem rico, educado, amado, um rapaz cheio de sonhos, tomou um caminho sombrio,
foi descendo pouco a pouco, de aventura em aventura foi destruindo-se ao ponto
de passar fome. Quantas vezes aquele jovem deve ter se lembrado de seu pai, sua
família? Mas ele teimava em resolver o problema por si. Ele então se agrega a
um estranho daquela terra e vai trabalhar na ilegalidade. Na ocasião da
parábola, a criação de porcos era uma atividade ilegal. Em sua terra isto era
muito claro, o jovem sabia disto, mas a fome e a necessidade falaram mais alto,
e ele tornou-se um transgressor da lei, ele passou a tratar os porcos. A fome
que ele passou era tanta que ele desejou comer da lavagem dos porcos. Pense na
situação que aquele jovem passou. Há muitos hoje vivendo de maneira parecida.
Não cuidam de porcos ou desejam comer lavagem, mas vivem diariamente com atos e
atitudes que muitas vezes desonram, humilham, muitos tem desejos tão malignos
em seus corações que fazem com que a lavagem dos porcos pareça limpa. Quantas
pessoas abandonaram toda a sua educação, deixaram de lado todas as instruções
de seus pais para obterem um cargo em uma empresa, ou um cargo político, e hoje
vivem na mentira, vivem na manipulação de negócios obscuros! Neste ponto não
resta dúvida, o ladrão ou o diabo, destruiu a vida do jovem ou a vida daquele
que se deixou levar pelo engano.
Imagine
quantas conversas este jovem deve ter tido com outros mendigos que estavam na
mesma situação que ele. Imagine quantas vezes ele deve ter dito que a realidade
é que ele era filho de um rico fazendeiro! Mas quem acreditaria em sua verdade?
Hoje muitos se dizem cristãos, mas andam na escuridão, longe da luz da Palavra
de Deus. Vemos pessoas que foram
batizadas, que participavam de cultos, pessoas que eram obreiros em muitas
igrejas, e infelizmente, muitos destes estão vivendo uma vida depressiva. Não
necessariamente em dificuldade financeira, há muitos que tem uma ótima condição
financeira, têm estudo, bens, empresas, mas a vida dela anda em escuridão,
sofre de depressão, não percebe as boas coisas da vida que esta ao seu redor.
A
depressão não respeita condição financeira nem, profissional. Ela atormenta e
rouba o prazer de tudo o que a pessoa tenha construído. Quando a depressão é vencida, a pessoa se
sente feliz, seja no muito, ou no pouco, a alma dela entra em estado de satisfação.
Porém, enquanto a pessoa está em depressão, ela já não tem mais autoridade
sobre si. Isto porque ela tomou suas forças e talentos como herança e partiu
para viver na escuridão. O inimigo de nossas almas já roubou, matou, ele agora
quer destruir.
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